Informática
Sites de divulgação em psicologia: quais são confiáveis?
Temos recebido algumas dúvidas de psicólogos a respeito da Resolução que regulamenta os serviços psicológicos on line. Uma dúvida comum é como criar adequadamente um site de Psicologia que contenha artigos, mas que não ofereça qualquer tipo de serviços on line, como orientação psicológica ou esclarecimento de dúvidas pontuais por e-mail. Independentemente da necessidade de cadastramento de um site de divulgação, existem algumas recomendações que são importantes. Um site que versa sobre o tema Psicologia deve estar de acordo com o disposto no Código de Ética Profissional do Psicólogo. No caso de divulgação de artigos, consideramos importantes, dentre outros, os itens “Das comunicações científicas e da divulgação ao público” (Arts. 30, 31, 32, 33, 34, 35) e “Da publicidade profissional” (Arts. 36, 37, 38), bem como a Resolução do CFP sobre Pesquisas com Seres Humanos. Essa Resolução está disponível no site www.psicologia-online.org.br (clique em Normatização e em Legislação) . Os sites que contêm somente artigos também poderão solicitar avaliação da Comissão Nacional de Fiscalização e Credenciamento de Serviços Psicológicos pela Internet para receber orientações e recomendações de forma a se adequarem às normas do Conselho Federal de Psicologia.
No caso em questão, é importante que o nome e o número no CRP SP do psicólogo responsável estejam claramente visíveis no site. Em todas as situções, é importante seguir as recomendações da boa prática acadêmica, sempre tendo em mente o respeito aos colegas de profissão ou de estudos e ao leitor ou consumidor: divulgar sempre conhecimento ou reflexão bem fundamentados e de acordo com o Código de Ética Profissional do Psicólogo. Também é importante mencionar a fonte quando for o caso de citar ou parafrasear outros autores, identificando claramente a referência bibliográfica, inclusive com o endereço do site na Internet quando se citam artigos publicados on line. Deve-se somente publicar trechos de e-mail caso seja autorizado por escrito pelo autor. A mesma providência é válida para publicação de artigos de terceiros. Um outro lado da questão refere-se a como um usuário pode identificar quais sites de “divulgação” de Psicologia são confiáveis (lembrando que os sites que oferecem serviços devem conter o “selo” certificador emitido pelo CFP). Além de seguirem os critérios acima listados, algumas recomendações para esclarecimento dos usuários podem ser feitas. Selecionamos algumas baseadas em um documento preparado pelo Núcleo de Pesquisa em Psicologia e Informática, da PUC SP, por sua vez fundamentado na Resolução recente do CREMESP sobre Princípios Éticos para Sites de Medicina e Saúde:
Transparência: observar a clareza quanto à apresentação do propósito do site: se apenas informativo, educativo ou se visa a fins comerciais. Alguns sites poderão estar a serviço de patrocinadores, geralmente empresas que objetivam a venda de seus produtos. Desconfiar quando afirmações sobre a eficácia, os efeitos, os impactos ou os benefícios da Psicologia tiverem o objetivo de publicidade, promoção ou venda.
Responsabilidade e procedência: verifique se algum profissional qualificado ou alguma instituição responsabiliza-se, legal e eticamente, pelas informações sobre Psicologia divulgadas na Internet. As informações devem utilizar como fonte profissionais, entidades, universidades, órgãos públicos e privados e instituições reconhecidamente qualificadas. Verifique se são divulgados os nomes dos profissionais responsáveis pelo site: quem são e como contatá-los através do próprio site (via e-mail). Também deve-se ter cuidado com a forma como o site utiliza os dados coletados dos usuários, como os armazena e com que fins. Disso trataremos em outro artigo.
Comissão de Psicologia e Informática
/ GT ATMC CRP SP / gtatmc@crpsp.org.br
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